O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

14.3.03  

CÉUS, O QUE TÁ ACONTECENDO?



Tô me sentindo péssimo. O pior dos homens. Se eu tivesse o mínimo de dignidade, deveria evitar sair na rua. Mas não posso. Tô sem um puto e tenho que trabalhar feito um corno. Amanhã tenho aula as 7:50 e, às 3:00, ainda não consegui dormir. O dinheiro acabou e eu tô na merda mais profunda. Meu bom humor escorreu pelo ralo. A melhor parte vem agora: hoje de manhã meu HD morreu e, dentre as MUITAS coisas MUITO importantes que perdi – e que não vou citar pra não ser mais chato, mas que, pode apostar, ainda vão fazer falta por muito tempo, me obrigando a sempre lamentar esse dia –, DEZ páginas do novo livro (pra mim, um parto), feitas no carnaval e que, diabos, eu tinha gostado e eram sinceras como se não fossem minhas. Tô destruido. Mesmo, não é piada. Merda!

De repente eu parei e me deu muita vontade de ir embora, largar tudo, essa casa, essa vida, esse computador e essa cara também, ir pra outro canto. Sumir. Cansei. Uma vez alguém me perguntou se eu queria morrer e aí eu pensei na minha mãe, nela chorando, e, por incrível que pareça, na minha gata miando pela casa e depois deitada na janela, soltando pêlo contra o sol do domingo de manhã, e, por mais incrível ainda que pareça, só nelas duas – pois isso faz muito tempo e eu não tinha mais ninguém – se bem que pensando hoje, não ganhei mais tanto assim e esse é inclusive o problema também – , e respondi que não, mas que se fosse só apertar um botão... O fato é que eu tô cansado, mesmo sendo muito cedo, e eu quero que isso tudo passe, mas é que nem quebrar o braço que eu nunca quebrei: tem que esperar acabar. Só que o osso nunca volta a ser o mesmo e principalmente se ele quebra muitas vezes, e da mesma forma fodam-se as vírgulas e da mesma forma se a gente tá cansado pode ser que depois passe, mas nunca passa totalmente e aquilo vai ficando, de pouquinho em pouquinho, até encher de verdade e provavelmente pela útima vez, e aí, aí nem sei... Pra ficar aqui dando cabeçada na vida tentando sobreviver, eu prefiro me mandar; não construí nada mesmo, que comece alhures essa merda. Tô acima de tudo de saco cheio de mim mesmo, de não saber fazer nada nessa porra dessa vida, de odiar trabalhar e da única coisa na vida que eu gosto de fazer ser essa merda de escrever que eu nem sei se sei fazer direito mesmo e que não dá dinheiro pra ninguém, e que além do mais eu não tenho tempo nem método pra fazer. O caminho é claro: burros n'água.



Desculpe te encher. Na verdade eu não sou assim; é um troço que sobrou em mim de outro tempo, de outra pessoa que eu era e não gosto mais. Mas agora eu tô com muita raiva. Dificilmente você vai me ver assim de novo e eu até pensei em não te mandar isso – e, se vc tivesse aqui, eu não mandaria – mas eu preciso falar. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRGH. Droga. Mas é só um momento ruim, pressão, vai passar; é só esperar um mês e tirar o gesso, não é mesmo? Mas se fosse só apertar um botão...







L, obrigado por tudo.

Foi pra te dizer isso que coloquei essa coisa aqui.



posted by franciscoslade 1:58 AM