O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

9.3.03  

Não sou propriamente um cara maneiro – alguns diriam até que muito pelo contrário, e às vezes é verdade mesmo. E eu até entendo que pessoas de quem eu gosto vacilem MESMO comigo. E como isso acontece!; a ponto de eu nem me importar mais e, quando muito, só ir azedando, bem devagarinho. No entanto, tem uns quatro ou cinco gatos pingados que não só me aturam, como gostam mesmo de mim – embora eu mesmo tenha, em certas ocasiões, dificuldades em entender porque. Por esses dias tive oportunidade de reparar, muito por nada, detalhes, sinais desse tipo de afeição desinteressada que, há muito, não apareciam por essas bandas; é bom de repente me dar conta que tenho amigos. Não que eu tivesse esquecido de algum deles – são muito poucos e o tanto de massa cinzenta que ainda me resta parece ser mais que suficiente pra guardar os nomes e os rostos –, mas chega a ser a ser enternecedor reparar com o canto dos olhos por um segundo, menos que isso, um gesto interrompido, uma palavra não dita, um não-sei-o-quê insperado pra burro que me faz me sentir querido: porra, eu existo! Eu, que sou um idiota, fiquei quieto e fingi que não percebi – mesmo com a garganta apertada que nem criança e com um obrigado enorme e sincero fermentando na boca. É falta de coragem. Difícil sentir as coisas quando a gente passa por certos troços na vida; falar?, porra, isso então nem se fala (com a licença do péssimo trocadilho)... Depois, o de sempre, entrar no carro e ir adiante, e mais ainda, sempre, jusq'au bout de la nuit – como diria o outro.



Você que me lê, desculpe: hoje tá ruim, não tá saindo... Só que eu tinha que escrever... Acho que só essa noite entendi o porquê desse blog: parece sempre que a gente escreve pra alguém, mesmo que esse alguém não exista, mesmo que esse alguém não tenha um rosto, mesmo que esse alguém seja ninguém específico... E isso acaba sendo uma desculpa pra dizer certas coisas pra gente mesmo...



posted by franciscoslade 2:08 AM