O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

24.3.03  

– Pega lá uma cerveja. Eu pago.

[O outro vai. Volta.]



– Toma aí.

– Valeu.

– Tá demorando muito, não? Uma eternidade.

– Talvez nem chegue.

– Se não acontecer o que você vai fazer?

– Sei lá... Acho que não vou esperar...

– Eu também não tenho vontade de esperar... Ficar por aí, bestando... O pior é que, se eu esperar e não chegar nunca, vou ficar puto de ter ficado esperando agora... Mas eu tenho medo de ser precipitado... Você sabe quanto vai esperar? Você pensa as coisas dessa forma?

– Sim. É preciso ser objetivo com as coisas. As coisas são objetivas com a gente.

– Vendo assim... Nunca tinha me passado pela cabeça...

– Pois é.

– Mas quanto é? Digo, que você vai esperar?

– Cara, eu pensei uns quatro anos...

– É bem pouco...

– É.

...



– De repente o lance é esse. Melhor que ficar esperando pra sempre. Eu li um livro dum inglês aí que era sobre um cara que fazia isso.

– O quê?

– Esperar pra sempre.

– Ah... E era bom?

– O quê, o livro? Muito bom.

– Depois me empresta.

– Não tenho mais... Ficou em algum lugar...

– É por isso que eu não vou esperar muito, entende?

– Entendo... Além do quê, se chegar tarde não adianta.

– Ou enche o saco de esperar... Vâmo descolar outro carro pra encostar que o dono desse tá vindo.

– Vâmo lá.



posted by franciscoslade 12:51 AM