O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

15.5.03  

FALA O ROTA:



E, sei lá, a garota (Clarah) nao é um sucesso? Entao, que seja. Quando eu era mais novo e acreditava no meu talento, acreditava também que o talento era proporcional ao reconhecimento do talento. Eu perdi essa ilusão quando um garoto da minha sala, que eu julgava um estúpido e, além disso, feio, era adorado pelas meninas, enquanto que eu, lindo e inteligente (ao menos assim eu me considerava), nao comia ninguém. Talvez o talento seja o reconhecimento do talento, só que agora no sentido inverso: as pessoas gostam muito de mim, logo, sou muito muito bom.



Mas não, nao acredite nisso, pois é outra bobagem. É preciso ser heróico e crer nas suas idéias mesmo quando todos as desprezam. E, no entanto, agindo assim há o risco de virar D. Quixote sem se dar conta. As coisas sao complicadas demais para que a gente possa extrair lições delas. Não obstante, é preciso fazer estas extrações, caso contrário ficaríamos parados, indiferentes ao mundo e este a nós. Não pode. É preciso acreditar, mesmo com o risco do quixotismo.

por Marcelo Rota



VOU EU...



Hoje vc tá demais! Mas é verdade, a questão toda é estabelecer a natureza e a proporcão exata daquilo que se extrai das coisas, quanto dessa massa opaca e disforme deve afirmar ou destruir nosso quixotismo. Por enquanto, acho que ainda prefiro cultivar meus moinhos... Com o tempo eles caem. E é isso que é triste na vida.


posted by franciscoslade 1:27 AM