O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

27.6.03  

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FUDIDO COM U MESMO



Conversando com um amigo. Eu falava que tá ruim pra todo mundo, mas pra mim tá pior. Ele me veio com uma de que a vantagem de se estar por baixo é que na próxima cê tá em cima. Pois sim. Se tem uma coisa que eu não posso dizer é que sei o que é estar por cima. Tenho nem uma vaga idéia; distante como física quântica. Cês vão ter que me desculpar mas hoje eu tô podre: quem não quiser me aturar que pare por aqui. Vai ter palavrão gratuito putaqueopariucaralhomerdaporracucucubucetafilho-daputafodassecacetecu e reclamação pra cacete. Porra, olha eu, que coisa ridícula: 26 anos moro sozinho há 4; agosto passado eu voltava de Paris – que tinha sido precisamente a única coisa boa da bosta de ano – com nenhuma vontade de voltar, zero, não, e contando os dias pra acabar a faculdade e tornar a ver Paris, dessa vez por mais tempo, “é só juntar dinheiro”, enfim, eu voltava pra ser despedido e ver todos meus planos ridículos irem pelo ralo; daí vou gastando toda a ‘enorme’ bosta da restituição e não aparece mais trabalho; começo a pensar que, com o fim do emprego, fim da bolsa na faculdade, como é que eu vou pagar?; 200 na conta, começam a aparecer os freelas: sobrevida ok, fundo de caixa, zero; meu pai reluta mas acaba cedendo em pagar algo em torno de 70 por cento da faculdade que eu ,nem fudendo, ia conseguir pagar sozinho; mesmo trabalhando sem parar, as datas aleatórias pra receber acabaram massacrando minha finanças, devo a várias pessoas, ao banco, e todas as contas tão ali na pilha criando poeira – outro dia a telemar, que gentil, ligou pra dizer, pra uma máquina dizer que vai cortar minha linha, de novo; quando eu receber, tudo vai direto, não vai sobrar nada; meu pai me liga pra dizer que também tá na lona e que não pode mais a faculdade; caralho, fudeu, ou eu tranco essa merda – e eu tô no último semestre – ou, caralho, é casa da mamãe. Acho que acabei de escrever a maior frase da minha vida. Peraí, olha só essa merda, vou contar: 240 palavras, eu tô bebado mas acho que é isso. Enfim, desculpe, mas continuando: é nesse momento da vida que o idiota aqui resolve apagar acidentalmente tudo o que tinha feito no novo livro desde março. Ou desiste e faz de novo ou, sabe quanto?, 680 pratas pra recuperar o HD numa casa especializada. Dá pra acreditar? E o pior de tudo, o que me faz mais fudido, é que são só 4 páginas. 4. E, ainda assim, eu prefiro pagar. Senão, vou jogar fora e começar outro do zero. Foi foda – não sei por que, foram as 4 páginas mais difíceis da minha vida. Eu já tive um problema assim no começo do ano, deve estar em algum post por aí. Deu pra refazer; agora não dá. Quê que eu faço? Agora tô aqui, o copo de uisque vazio outra vez, o cinzeiro cheio, as frases enormes. Ainda por cima, eu ia esquecendo, meu ouvido esquerdo começou a escutar uns ruídos bizarros há umas duas semanas e eu não paro de achar que meu quarto tá cheio de insetos.



E não acredito que contei tanto da minha vida. Pior que eu sei que amanhã, mesmo lamentando, eu não vou tirar esse post.



Ainda bem que vocês não têm cara.



Se alguém se importar, vai ser bom saber.

QUALQUER PALAVRA AMIGA É BEM VINDA. Desculpem qualquer erro.


posted by franciscoslade 4:08 AM