O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

10.6.03  

TENHO ANDADO SUMIDO



Desde domingo de tarde que meu corpo tem uma nova temperatura. Não adianta, por mais remédios que eu tome, 38, 38.2 é o que o termômetro marca. Em verdade não deveria ser nada demais - logo eu, que tantas vezes cheguei, e mesmo passei, dos 40... Ainda há uns 3 anos, eu esbarrei lá de novo: 39,8. Eu tinha chegado em casa, após um loooongo dia de trabalho, com uma dorzinha - era mais um incômodo - na garganta e imaginei que cama era o que eu precisava; fui dormir sem tomar analgésico, que é basicamente o que me impede de chegar aos 40 quando tenho febre, e, lá pelas 3 da manhã, tava me debatendo na cama com alucinações febris. Ficava angustiadíssimo porque achava que tinha 'descoberto' uma tal 'arte magnética' e que tinha que contar sobre ela antes que acontecesse alguma coisa que não ficava bem claro o que era. Mas não conseguia levantar e sofria enxergando milhões de padrões loucos e sem sentindo e achando que não ia conseguir levar minha descoberta adiante... Ridículo, não? Contudo, quem já teve disso sabe que febre é assim mesmo, uma ideiazinha que se insinua, uma referência, e já vira um épico da falta de senso... Enfim, voltando, 38 não deveria ser nada demais, mas tem sido muito difícil sentar a bunda na cadeira e me concentrar n'algum troço... E depois, a cabeça dói tanto. Tem aquele calor atrás dos olhos... Só ficando deitado - o que acaba sendo tudo, menos confortável: não se acha posição... E ontem, mesmo com a temperatura não tão alta, passei a noite virando na cama tendo alucinaçõezinhas sobre a prova de francês que eu tinha que fazer hoje de manhã; a coisa ia se transformando, e misturava inglês e português, e ia virando um troço pirado, e eu não sabia mais em que língüa eu tava sonhando, e ficou tão esquizofrênico, que eu desisti de dormir e fui passar o resto da noite olhando pro teto. Nem um valium eu podia tomar, senão não acordava pra prova. Um porre. Tempo morto.

Isso me faz lembrar (essa parece história da Cris) de quando eu era bem pequeno, 5 ou 6 anos, e tinha desas febres altas sei lá por quê diabos, e minha mãe, sabendo que o troço não ia baixar assim, descolou com o meu pediatra um tal de Farmidon (Conhece, Cris?), que era um supositório maldito. Tenho que admitir que o bicho era tiro e queda. Impressionante! Só que eu ODIAVA o troço, e chorava, e dizia que preferia febre, e não me virava de jeito nenhum e gritava: "FORMIGÃO NÃO, MÃE! FORMIGÃO NÃO!" Minha mãe, com o chinelo em riste, e, às vezes, depois de umas chineladas, sempre encontrava um jeito de 'ministrar' aquele inferno. Já me perguntei se, sem o diabo do formigão, eu taria aqui hoje. Que merda.



PARTE DOIS



Tinha um gato que se achava muito inteligente. Depois de muito observar os humanos, achou que, se tomasse bastante café, viraria um humano também. E ele tomou café. Muito. E ainda mais. Mas continuou sendo gato.



Sempre chega uma hora na vida em que se separa o joio do trigo. Tenho pensado muito nisso.

É muito ruim ir ficando, ficando...


posted by franciscoslade 9:20 PM