O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

5.9.03  

LÍGIA () @ 09/05/2003 13:39:



deusdocéu, não sei quem pirou mais.

quase concordo com você, o post é muito bom. Mas hermético. É um post pra você, e pra mais ninguém. Quase mais ninguém: é preciso conhecer qualquer coisa de você - não, bastante de você - pra entender. E é preciso ler várias vezes. Mas é bom, é ótimo. Mas fica uma dúvida contraditória na minha cabeça: não consigo decidir se, no post, a técnica predomina prejucialmente sobre o conteúdo; ou o contrário. Burra, eu.



Pois não?

MALDITO VEGETA () @ 09/05/2003 17:48:



Bom, imaginei mesmo que você falaria isso. Você, isso. Mas se perceber bem, não haveria como a técnica predominar. Primeiro por que a utilização da técnica não se deu no sentido virtuoso, e sim em esforço de auto-diálogo, de libertação dos grilhões da sedimentação estilística. Depois, a beleza do post não tá num plano onde a técnica possa defini-la: o post me parece belo não pelo que tá escrito, mas como a fotografia mais sincera e precisa de uma descoberta – ainda que tal descoberta tenha forte desdobramento técnico. O post começa procurando algo, a técnica tenta se despojar de si própria mas é claramente um dos fios condutores do texto; pra se deixar de ser técnico é preciso sê-lo ao limite – voltando ao Coltrane, como My favorite Things poderia ter se tornado o que se tornou ao fim da sua carreira se não tivesse sido inicialmente tão tecnicamente bem executada? Ou como o Klee poderia ter chegado ao que chegou sem apuro ténico? Quão técnico Picasso teve que ser pra enxergar o cubismo? E Mondriam, Kandisnki, pra chegar onde chegaram? É claro que não me comparo a nenhuma dessas pessoas – porra, e o Matisse, já ia esquecendo daquele que talvez seja o maior – e nem comparo minha descoberta a qualquer das feitas por elas, mas eu dei um passo; há um caminho! Voltando ao post, ele começa técnico e não sabe bem o que quer. Se desenrola e, no final, eu cheguei, inesperadamente, a um impasse técnico. Pronto, fudeu. Terminei o post com aquelas chaves – que são muito diferentes do post em si e não continuam o experimento anterior – e fiquei aqui pensando que tudo tinha acabado: finalmente o muro. De repente, o estalo. Não tá lá no post, mas sim na minha cabeça. Por isso é lindo. Não é o que tá escrito que é belo, é a prova do processo, a fotografia irretocável de algo que não tá no texto e que, desculpem, não compartilhei com ninguém. É acertada a observação sobre o hermetismo: dessa vez, nem sendo meu irmão. A graça de tudo é que, com isso, o blog inteiro se justificou; foi pra isso, pra gerar esse post, que esse lixo aqui foi criado. Pela primeira vez, ele me deu um presente que não é decorrente da prática, mas de algo mais, talvez até um fruto fortuito – mas nem por isso menos valioso. Agora cabe a mim a resposabilidade de fazer algo com ele, de ter tal capacidade, de avançar no caminho apenas vislumbrado, de ter colhão. Espero que eu possa. Que não seja um desperdício como toda a minha vida foi até aqui.



APROVEITANDO O ENSEJO:



Gostaria de observar que 'Maldito Vegeta' se pronuncia 'Maldito Vedita'. Acho que nunca cheguei a comentar.


posted by franciscoslade 6:41 PM