O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

19.12.03  

SOBRE DEIXAR IR



Me assusto fácil. Nunca falo a verdade. Aliás, nunca digo nada. Falo bastante, às vezes, mas é nada. Olho tudo – e é só.

Por que tem gente que acha que tem mais? É só isso mesmo. Vez por outra, eu até acredito, pelos outros. Mas não.

Sou muito bobo; como eu disse, tudo me surpreeende. A enxurrada de amargôr burro, o fluxo de elucubrações inócuas, tudo que me varre a cabeça sempre, é só a coisa mais normal do mundo. Não posso reclamar da condescendência de certas pessoas: por que certas coisas me parecem novidades? O indivíduo, o que lhe vai por trás dos olhos, por que demoro tanto a perceber as coisas?

A pior coisa do mundo é que somos todos realmente iguais. Iguaizinhos, sempre. Eu, que me imagino assim tão estranho, raro – sem julgamento de valores definido, melhor ou pior – agora percebo que existem 50509584031 de pessoas exatamente iguais a mim. Tudo tristemente repetido.

Nem pior.

Na verdade, um pouco pior – mas só por demorar tanto a enxergar o que todo mundo vê e entende, mesmo que sem se dar conta. Os conhecimentos mais banais me parecem descobertas importantes e me arrebatam ao extremo do ridículo pueril.

No mais, tudo igual.


posted by franciscoslade 3:09 AM