O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

11.2.04  

DORMIDO



Se acho

Me disseram, não sei.

Que, tudo e cada parte, o que dói

náo é, dentro-peito, idéia, espera;

náo: que o mundo magôa no braço

nos calos da mão, ombro, pulmão

pesa nos traços, esgarça os passos.

Digestão.



Me lembro, inventei.

Ainda pequeno, assim:

pega o que é teu

cada caroço, nó, cada pedaço

gostos, até os menos que doces

,tanto., tempo que fica

vida que vai

e – ainda não aprendi –

o que é lembrança e o que cansaço

o olhar bovino e

lasso



Tudo isso aí

pega. E põe na estante

atrás dos poucos porta-retratos

pelo vidro sujo, embaçado e vago

daquilo que não-há

se vê lá no fundo

(lente de tempo):

nada mais arde

nem mais carne que abre

livre agora –

mas qual parte?



Ainda hoje

acredito,

o que dói entre prateleiras de compensado

poeira sobre embolorado, inventário

anseio e suposição

é só mesmo pança

perna sapato.

Em-além, só o costume

o risco?

de acreditar em mim mesmo

eu sei: até pra você

eu minto.



***



[é, eu sei. é o que eu posso. mas paro já.]


posted by franciscoslade 2:22 AM