O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

17.2.04  

SÓ POST



Vivo torcendo pro vento me levar

acabar de.

Que nem folha morta, papel de bala, lixo.

E o que de bom em mim.



Ela é boba. Viveu tanto, mas tão pouco. Me pede: Desculpa. Por quê? Por seguir os passos da vida? Por crescer? Por ver que o mundo é só o mundo e que é o que vai ser pra sempre? Por correr com o rio? Mas o que o rio faz é mesmo correr. Só. E tudo nele. Eu também. Principalmente.

Não entendeu que eu fiquei sim chateado e nem porquê, mas foi antes. Se você tivesse leucemia, será que ia ficar mais chateada ao saber ou ao fim do processo, quando viver nem fosse mas tão doce – o corpo, indo, sempre na frente; a dor – ainda que cada vez mais precioso? Depois, tanto tempo pra se acostumar. Quando vem, não é novidade. Só confirmação.

Mas é bom. Bom, que cada um cresça e pare de se achar a única pessoa na vida que não precisa crescer. Ou que só precisa crescer no que isso for agradável. Que se descubra que todo mundo vai sim ter que abrir mão de suas ilusões, trocar tudo por calo na mão e dor nas costas.



Deve ser por isso meu gosto por ônibus.

Janela;

achava que ver

mas não, ventar

Tem coisas que só isso me explica



Que só isso entendo

Tem coisas que só.



Pro vento levar.



posted by franciscoslade 11:06 PM