O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

16.3.04  

ARREMEDO



Não, isso não é um post. Apenas 5 minutos do meu tempo na latrina; tempo em que eu não consigo ir dormir por que uma conclusão óbvia e idiota – como geralmente são as minhas conclusões – me incomoda. Alguns instantes atrás, me dei conta de que querer não é a mesma coisa que precisar. É, retardado, eu sei. Nunca disse que não. Quando eu era criança, achava que precisava de tudo que queria, senão não podia continuar sendo. O mundo, eu digo. Com o tempo, eu – e a metade da humanidade, essa coisa xexelenta – percebi que não, não necessariamente precisava daquilo que queria, e percorri a via do senso comum. Contudo, já disse, instantes atrás: querer é muito pior que precisar. Consome muito mais. Mata, e, se não, avilta: não poder, morte em vida. O que me leva, paradoxalmente, ao começo de tudo – nova infância, já? –, onde preciso muito mais daquilo que eu quero do que daquilo que preciso. Quero! É tudo. E o mais difícil é saber não precisar do quero. Faz querer mais: minha escolha. E o que mais um homem é que suas escolhas? Diabos.


posted by franciscoslade 12:57 AM