O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

20.3.04  





O MAMUTE



Eu não posso sequer tocá-lo. Só tenho duas mãos, pequenas é ridículas se comparadas a qualquer parte do animal. Mesmo que eu o tocasse, ele não sentiria. É uma questão de patamar. Proporção. E eu preciso dele, de sua pele pra me aquecer, a godura pra queimar, carne pra fome. E a presa pra alimentar o demônio da minha vaidade. Mas se nem tocar, como caçá-lo? Só existimos ele e eu, nesse deserto branco onde não se divisa céu e terra, dia e noite, vida e morte. A pessoa e o nada. Nenhum subterfúgio que me auxilie o pensamento. Dependo só do meu corpo: duas mãos e nada o que socar, pernas sem o que perseguir. Dedos que não podem esganar.

Só eu e o mamute. Ele não precisa de mim. Não, resposta nenhuma que procurar, muito menos em mim.

Só eu e o mamute. A resposta de tudo. E nada que eu possa fazer.



posted by franciscoslade 3:24 PM