O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

29.4.04  

ANEDOTA EMPRESTADA ou

EU SEI ONDE ISSO VAI DAR ou ainda

VOCÊ SE LEMBRA DE VOCÊ, MEU CARO?



O Rio caudaloso cobrava seu espólio de pedaços de vida. Mas não raro tomava uma inteira. O Rio tem fome. E é o único na história que sabe o que faz.

Pro Sapo, o Rio não é problema. Por mais que. Antes de atravessar o Rio, enxergou o Escorpião – pra quem o Rio é sempre muito mais mortal que o próprio ferrão. E o escorpião não sabia do que tinha mais medo, se do Rio ou do próprio ferrão. Só dois nomes pro mesmo fim.

O Sapo decidiu – e foi de vontade própria – oferecer a travessia. Vem?

E foi, com o Escorpião nas costas, cruzando o monstro.

Era pouco o que faltava pro outro lado quando o Escorpião cravou o ferrão nas costas frias do Sapo. Mesmo sabendo.

Não há espaço nem motivo pra dúvida; o Sapo sabe o que aconteceu. Contudo pergunta, se afogando um pouco no Rio, um pouco na própria saliva:

– Mas por quê? Por que, se agora morremos os dois?



– Desculpe. Isso é o que eu sou.





posted by franciscoslade 2:02 AM