O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

23.4.04  

VAI EMBORA!



Aqui em casa é escuro

Não dá pra saber como anda o dia lá fora.



Alguém certamente já disse que o futuro é também.

Aliás, tudo já foi dito

e re-dito

sobre essa palavra horrível

grande não de seis letras.

Porque devo

eu então

perder

meu tempo em:



opaco

sólido

– e quanta força, pra penetrar

pra se mexer ali dentro.

Tanta

que eu não sei se é passado.

A única diferença é que é escuro.

E minhas pernas que

imediatamente

viram lembrança

a medida que se cansam.

É então o futuro,

isso que se empurra,

o cansaço da memória?

pedra filosofal pervertida

do amanhã-em-fadiga

variz e calo;

maleável metal

em cascalho



?

Devo?



Mas, você sabe

tempo só se perde

– e como haveria de ser?



alguém come na cozinha

inexplicável

a criança chora no andar de cima

inexplicável

a luz que se acende, a porta da geladeira

o pai que consola

e nenhum porquê



Li, disseram

O único tempo possível é o da memória

E o tal futuro

a cada dia

me empurra pra ela e

(Pode o homem,

num acidente funesto

morrer

esmagado

entre passado e futuro?)

me pergunta

você quer mesmo se lembrar do que eu vou te mostrar?



posted by franciscoslade 7:55 PM