O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

21.6.04  

VERTICAL



Caiiiiiiiido.

Numa janela, alguém olha.

Na outra não.



A maioria,

quem não vê

sou eu.

Mas são tantas. Passam tão rápido, uma depois da outra depois

Não é possível acompanhar.



E há uns e outros que caem também.

Os que vão mais rápido,

que quase me acertam;

os que vêm devagar.

Esses, olhando daqui, parecem balões de gás,

flutuam,

ficando pra trás e pra trás e

Somem no infinito,

memória e elucubração.

E eu prefiria não saber que apenas caem.

Só que essa inocência me escapou ao bolso

sem que eu ao menos a visse ficar.



Por fim, há ainda

aqueles que tentam me acompanhar.

Por um tempo, funciona;

mas algo sempre desanda;

ou é algo que me acerta,

ou é meu peso que aumenta -

uma vez, até mais leve fiquei!

A queda é mesmo uma idéia solitária.



Muitos rostos, muitos nomes

ficam

andar depois de andar depois

como que chovendo ao contrário

(como quando eu choro),

e me fazem pensar

que devo estar mais perto

mais perto e mais



Um homem em queda livre

espera sempre chegar logo.

Antes de se espatifar, porém,

espera que haja tempo,

um segundo!,

pra avistar onde caiu,

antes de si,

seu tão [a]p[r]e[s]sado coração.


posted by franciscoslade 12:55 AM