O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

13.12.04  





BOBO



Orgulho. Traço interessante. O que separa o sublime do ridículo e só um pouco de fé; no orgulho, esse limite é tanto mais premente quanto tênue. Não que não seja preciso grande quantidade de crença – mais do que em arte, por exemplo, onde a fé na própria retórica nem sempre existe; mais que em religião, ao que, pra subjugar o absurdo, o homem entrega sua fé de bom grado. Mas, em qualquer acontencimento do orgulho, um observador segundos atrasado pode não ser capaz de dividir o que é sublime ou não. E o ridículo é sempre mais acessível.

Contudo, o orgulho pode ser muito belo. Tavez por isso seu apelo. Como qualquer outra construção tão complexa e custosa, requer manutenção. Além disso é difícil, pra quem convive com o próprio orgulho, ignorar algo que pode ser tão grande e em que se investe tanto. É por isso também que o orgulho, por vezes, acha um outro árduo, raro, por vezes último, caminho pro sublime, provavelmente tão equivocado ou discutível quanto si mesmo, o sacrifício.

O homem cultiva um fraco pela beleza, onde quer que calhe de a enxergar.


posted by franciscoslade 5:39 PM