O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

4.1.05  

FELIZ ANO NOVO.



(Tô cansado. Eu me pergunto quantas vezes já me ouvi dizer isso aí. Até você já deve ter ouvido. Mas, sim.)



Hoje reli minha caixa de e-mails e, quer saber?, que troço mais triste. Experimenta. Escrutinar 2 ou 3 anos da própria vida de forma tão lógica, tão organizada. Dá pra ouvir o tempo passando. E de novo. E de novo e de novo. Como se já não fosse suficientemente alto o barulho dele passando aqui do meu lado. Dentro de mim. Cada promessa, cada mentira, cada dor, mas sem o viço indispensável que faz de tudo isso verdade – sem expectativa. Logo adiante, os desfechos; tudo vira história, uma forma maculada de mitologia pessoal que conta com requintes de absurdo os passos do caminho até aqui. Dá pra ouvir. Tempo e passos. E cada pessoa que vai, também o som de suas andanças por mim, cada personagem que fica, presa sob o peso de cada next que o mouse resoluto aciona. Dá pra ouvir cada rosto, cada palavra, gritando é hoje!, é hoje! Mas não como promessa. Nem sequer ameaça; como lembrete de que é hoje e já não posso alcançar o que leio ali, nos dias em fila até ontem. Nem fechar uma porta que ficou aberta atrás de alguém. Nem abrir todas as que eu fechei. E eu sempre fecho, não é?



Ou qualquer coisa assim.



Mas é tudo sempre ficção. Mesmo que as palavras não sejam minhas. E mesmo se doerem.

Preciso aprender isso.


posted by franciscoslade 7:57 PM