O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

27.6.05  

FEBRE.

Sempre ela.

Que me conhece. Tanto. Nem preciso de termômetro. É pelas idéias que eu sei.
As urgências impossíveis, a angústia mais pura, cada segundo dói como um ano inteiro. Vai passar – mas e daí?

Machuca o corpo, cozinha os olhos. Sim. Mas a febre é, antes de tudo, uma doença moral.
Um mal do desejo.
Um câncer de um querer qualquer desenfreado,
um desconforto de algo que escapa,
uma consciência súbita
superlativa
absoluta
de uma falta
que não poderia ser.

Os cabelos empapados se colam à testa,
viro na cama, tiritando,
sufocando com o excesso de ar da minha respiração irregular.

Febre é o nome de alguém que se dissolve.


posted by franciscoslade 8:24 PM