O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

8.8.05  

MUITO POUCO.

Porque
não erigi altares, não acendi velas, não fiz promessas que não poderia cumprir, porque
não quis mentir, mas dividir.
Também não me propus rituais, não criei obra consistente nem aprendi muita coisa, não o suficiente pra ser alguém
melhor.
Só tive amor a oferecer.
Não, não faz sentido mesmo.
Esse amor que faz sons e palavras estranhas, que toca buzinas, faz cócegas e hematomas.
Que de vez em quando até arisca a vida, por nada, só por amor mesmo.
Esse
que ria, não muito, mas que.
Que não diz muita coisa,
mas que queria dizer
tanto. E que, por vezes, pelo hábito do erro,
até acha que diz.

Tá.
Entendo.
Que ele, o tal amor
– desse tipo, o que dá em mim, de mim –,
não é conforme a ninguém
nem nunca vai ser.
É de uma variedade que,
como tudo o mais aqui em casa,
já vem condenada de fábrica,
de matéria ruim
(muito ferro na composição),
grosseira;
de arremate débil,
sem arte-final que lhe apare as arestas
que lhe faça soar melhor e
mais
manso.

A mim tampouco agrada.
Aqui, tampouco funciona.
É do mesmo tipo por mim.
E também não basta.


Mas,
ouvi,
A fábrica em breve promoverá um
recall.

Vamos,
vamos todos trocar as peças defeituosas
e rodar

pra looooonge.


posted by franciscoslade 10:26 PM