O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

5.8.05  

TODA A VIDA

Pois que a consciência é mesmo um vômito.

Entenda;
sim, alcóol é um troço
doce,
quase simples –
você sabe. A simplicidade é uma virtude perigosa.

Mas, por mais que,
vem sempre o momento em que
uma explosão de bile que se retém na barreira dos dentes,
e depois é engolida, uma onda
reticente,

definitiva,

azeda.
E que soco poderia ser mais?
Me inundo. Transbordo de mim mesmo.
Perigo afogar.

Calo. (Senão caio. E mais, não.)

Me proponho o que de pior. Infelizmente, resisto. "Que construção é essa?". É hora de voltar pra casa.
No banco da frente, alguém rói as unhas.
Que esforço pra conter essa violência burra
que,
como sempre,
me força o peito e as mãos.
Preciso chegar logo.
Não tenho mais tanto ferro pros socos,
não tenho mais
encanto
no qual cair.

Menos, sempre menos – é essa a idéia.
Não há que diminuir o talento dos outros
– e o meu sempre foi destruir.
Sou um sujeito bem cuidadoso.

(Fica longe das minhas mãos – eu ficaria, se pudesse.)


***

"Era um desses homens que falam desabridamente, estejam bêbados ou sóbrios, e na verdade dizem coisas ainda mais disparatadas quando estão sóbrios. Homens amargos e desiludidos, quase sempre, agindo como se nada mais pudesse surpreendê-los; no fundo, porém, totalmente sentimentais, mergulhando no álcool seu sistema emocional arranhado para não prorromperem em lágrimas em algum momento inesperado."


posted by franciscoslade 5:51 AM