O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

4.9.05  

MARIA,

cujo amor
de uma só frase era feito –
um homem de poucas idéias, sempre as mesmas vírgulas –,

nunca entendeu aquilo que amava.

Quis dar resposta pra uma pergunta
que não era sua

e não ouviu a resposta que o outro sempre lhe dera.

O moço,
apesar de cansado,
mesmo aprisionado
numa cadeia de palavras sem sentido,
numa melodia que não falava aos ouvidos dela,
resolveu amar
sem ser entendido,
bem quieto
– que é como devem ficar os que não podem ser esclarecidos ao certo.

Um dia, precisou escolher.
E escolheu
a mesma frase.
Pois que agora
podia.

E quanto ao nome dela,
foi sufocado
no meio de um sorriso
e ninguém
nunca
ouviu.

Tantos nomes foram,
outros poderiam ter sido.
Quem sabe? Se foi só silêncio que ficou...

Eu,
que apenas passava – como tudo mais –,
roubei a história,
fechei-me no quarto
e,
a todos
os outros,
ao mesmo tempo,

dei o nome de

Maria.


posted by franciscoslade 9:10 PM