O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

9.9.05  

NINGUÉM

reparou – nem eu –
pra onde foram,
em tão pouco tempo,
4 dos meus poucos quilos.

Que eu fujo, diabos, e como!,
de Vicente e Mariana,
mal-paridos,
esperando.

Ninguém reparou. Nem eu.
Que não fiz dinheiro,
mal-fiz amigos
e
desfiz amor.
E em quê,
tampouco se sabe.

A comida acabou.
Essa semana não fiz compras.
A vida passou,
tomei sorvete,
cheguei atrasado demais,
mais dormi que acordei.

Não sei se tenho fome.
Acho que

não tenho mais nada.

Ah, mas isso não é uma queixa – não, isso é bom.
Eu agora sorrio sempre!

Algo escorreu de mim e
eu nem chorei.

Ou chorei
sem reparar.
E não dá no mesmo?
Também não repararam.
Não deve ter sido
assim.

De menino
até aqui
foi mesmo pouca coisa
que notar.

Pensando assim, nem sei.
Duas ou três cores que eu não sei contar
e o tanto de uma saudade
que veio comigo.
De antes-ainda.

Mais algo que eu posso
ter esquecido
ou perdido.

Ou inventado.

Que sumiu.

E que ninguém reparou que.
Nem eu.


posted by franciscoslade 1:33 AM