O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Seu dinheiro de volta!

17.9.05  

TEMPESTADE

E nem precisa mais do que
o título.

Mas eu sempre fui prolixo,
não é?

E sempre gritei,
cedi a cada pulsão,
errei
quebrei
falhei
desejei
perdi o controle.

Como se já não bastasse.

E amei.
É, também.
Talvez o maior de todos os pecados.
A maior prolixidade.

[Difuso;
demasiadamente longo;
superabundante na expressão
até se tornar
fastidioso e obscuro.]

Venta,
com fooooorça,
leva [a]os pedaços,
as telhas
daquilo que me acostumei
a chamar
eu.

Ficou frio.
Não dá pra segurar tudo.
As coisas vão se
escapando
– olha, lá vai! –,
se desfazendo ante
tanta violência.

[ela me disse algo sobre o tamanho das coisas. fiquei sem jeito de dizer: eu nunca atinei o tamanho de nada na vida. Taí, um mistério absoluto.]

Um ou outro clarão.
Você já percebeu como são assustadores os clarões?
;como nos roubam,
aos relâmpagos,
o tempo;
momentos congelados,
pra sempre
por tanta obviedade.

As janelas batem
que se desfazem;
será então que eu devo abri-las?
Tudo me voa por elas.
O tal do homem de areia.

Logo
serão só as paredes.

Então mais nada.

Mesmo assim,
acho que não vai parar de ventar.


posted by franciscoslade 4:29 PM