O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

28.10.05  

DE CASA

Se
você
disser.

Que enxerga
alguma beleza
nas borboletas que
(vez por outra, raro)
me escapam da boca;

Que
ri do meu sorriso
ainda –
e mesmo tanto mais por isso –
que ele escasseie
e amarele
e passe
toda vez em que é
sincero;

Que gosta de mim,
e isso
apesar de mim!;

E que o tempo pode parar,

eu não sei acreditar.

Mas,
se você me contar
que eu minto todo
dia
e que não fiz mais
na vida até
hoje,

eu acredito.

Um homem de hálito de borboletas,
de sorriso incerto;
um apesar dos próprios pesares
– isso é coisa que se diga a alguém?

O que eu queria saber é se
eu posso me sentir distante
de um lugar onde nunca estive

e que
nem sei
se existe.

Acho que deixei tudo por lá
e agora não sei mais continuar
assim,
tão longe.

(longe; minhas pernas agora doem;
por isso é que sei que tudo passa)

De onde?

Tô esperando você me dizer.

Mas cuidado:

eu posso acreditar.


posted by franciscoslade 1:25 AM