O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




Também tô na antologia Paralelos:

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Seu dinheiro de volta!

18.10.05  

DO BOLSO

Eu –
essa palavra mais cansada,
a mais cansativa.

Pense em mim como
uma abstração.

Não, não pense.

Não perca tempo

que esse tipo de coisa
só em filme é bonita.
E nem mais aí.

Eu sou

aquele cara que te olha no ônibus com tanta insistência,
o vizinho da frente,
o cara no elevador;

um dos meninos no fundo da sala.

O sujeito atrasado na rua – lembra?,
um tipo qualquer que te aborda na tarde,
que olha pra tràs
e que a vida leva.

Portanto,
não se preocupe se eu não sei dizer
– ou se eu não digo nada.

Não. Tão só
isso.

Deixa. Que eu
preciso mesmo saltar no próximo ponto descer em outro andar me apressar pro trabalho e correeeer
ainda mais rápido que o passo da vida;

que eu preciso olhar pro quadro e fingir que entendo.

Prefiro mesmo te ver sorrindo, nem que, pra isso, de longe.

Alivia:
eu passo,
sumo,
já foi.


Caí
e já nem me lembro.


posted by franciscoslade 3:58 AM