O cara que escreve aqui se chama Francisco Slade. Um cara aí. Se quiser falar com ele, é só clicar no nome. E, sim, Slade é nome mesmo.









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Esse é meu primeiro romance, Domingo.




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Seu dinheiro de volta!

27.8.06  

TAMPOUCO

Antes de tudo, aqueles olhos.
Que são, quando doem, todos os olhos.

Se doem mesmo, em mim, são os olhos de tudo.

E dois homens.

Um que tem uma cabeça, uma boca. E pés. E que tendo pés e uma boca,
ora, o que mais?
E esse, que não tem carne.

Um corpo tem ações, um corpo tem peso. Tem tamanho.
O que tem aquilo que não tem corpo?
Há homens que são lugares inteiros – já vi madeira virar osso, já vi quase tudo sangrar –.

Outros, que só fumaça.

Um homem que é qualquer um.
E essa fumaça,
que é quase nada.

Você me contou – e eu achei tudo muito bonito – sobre os póstumos.
Mas
e os que já nascem impossíveis?

São tantos olhos e
dois pares que talvez não se encontrem nunca.
Aqueles, deixo-os lá.

Os meus, vou arrancá-los, pois que neles não chega de caber coisas.


posted by franciscoslade 9:29 PM